Ondas de calor na Europa e a urgência de ação climática

Já não é o primeiro nem o décimo verão europeu que recordes de calor são batidos!

Segundo a OMS já estão em mais de 1,3 mil mortes acima do esperado devido à Onda de Calor que passa por lá agora, desde o dia 20 de Junho.

(Foto: REUTERS/Sarah Meyssonnie)

A onda passará, e sabemos que ações estão sendo tomadas, mas a economia já está sendo afetada (e muito) por essas ondas, em cada país que o calor excessivo está chegando mostramos-nos despreparados. Mas porquê?

É sabido que quando os termômetros ultrapassam 30°C, a produtividade cai, enquanto os gastos energéticos e as licenças médicas só aumentam.

Mas estamos no meio da COPA DO MUNDO DE FUTEBOL, quase o mundo inteiro está olhando para isso, e não para como conter a mudança climática que vem com tudo. E ela foi causada por nós mesmo.

Aqui no Brasil por esses dias o tema era como conter os colaboradores trabalhando durante e após o jogo, e não entender e explicar para eles que muitas ações devem ser feitas nas empresas para quando chegarem às nossas ondas no verão. (e hoje já é normal 26°C, em São Paulo em pleno inverno).

Lá mesmo na COPA 26, a FIFA precisou mostrar alguma atuação: durante os jogos estão acontecendo as Pausas para Hidratação, afinal, no hemisfério Norte todinho é verão, e os jogos estão acontecendo debaixo de grande calor.

Mas voltemos a Europa que é quem mais sofre nesse momento: Afogamentos e recorde de calor. Cientistas alertam que a queima de combustíveis fósseis é a principal causa do fenômeno; infraestrutura do continente também piora o calor.

Esse “domo de calor” — uma vasta área de alta pressão estagnada sobre grandes extensões da Europa, que age como uma tampa em uma panela, retendo o calor de forma obstinada. A onda de calor não é incomum por lá (e por aqui já conhecemos também), mas as temperaturas são, muitos recordes estão sendo batidos.

“Há uma triste inevitabilidade em tudo isso, com cientistas como eu repetindo as mesmas frases ano após ano”, frase de Friederike Otto, professora do Imperial College London. “Sim, são as mudanças climáticas, sim, somos nós, os responsáveis”

Se toda a economia, infraestrutura está se deteriorando, porquê não olhamos com mais atenção para o tema. Ou já demos por certo o nosso fim?

É aqui que a comunicação interna entra como ferramenta de gestão, e não só de discurso. Empresas que já integram RH, Marketing e Comunicação Institucional numa narrativa única conseguem transformar um alerta climático em protocolo prático antes que ele chegue na porta, e não depois.

“Definitivamente, estamos entrando na fase de aprendizado, depois de dois séculos de experimentação com a queima de combustíveis fósseis, e não será nada agradável”, completa Otto.

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