Terremotos na Venezuela

 

 

Acabam de acontecer terremotos na Venezuela. Dia 24 de junho.

Foram dois terremotos que atingiram a Venezuela, e podem provocar um impacto econômico relevante para um país que já enfrenta desafios estruturais. 

A Venezuela é um país cercado por limitações impostas por um governo debilitado por anos e mais anos de não governança e que está tendo muita dificuldade em gerenciar uma resposta mínima nesse momento de crise. Falando aqui de comunicação, pois se buscamos por notícias, há de diversas fontes, mas nada (ou muito poucas) são oficiais. 

O Ministério da Comunicação da Venezuela não respondeu a um pedido de comentário.

No domingo, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou que estava formando uma comissão para avaliar riscos e estruturas danificadas, mas não pontuou quando isso seria iniciado. Não ter uma comunicação oficial, e de gestão de crise dificulta demais a comunicação dentro das entidades, empresas, e com a população em geral.  

No sábado, a TV estatal mostrou equipamentos pesados de construção vasculhando os escombros de tijolos e concreto. Moradores disseram que equipes de equipes de resgate internacionais é que realmente estão ajudando. Mostrar é uma coisa, ter a reputação de estar agindo é outra.  

Quando fatalidades como essa acontecem, mesmo as ONG’s de ajuda humanitária, a própria ONU tem muita dificuldade de entrar no país, como a Venezuela, um país militar. 

As respostas estão sendo muito mais difíceis de se conseguir os números de mortos, é ainda muito incerto.

Temos claro a amostra de como a sustentabilidade interpassa a área ambiental. Estamos falando de ODS 16 Instituições Eficazes. 

Mostra-se como um grande obstáculo ao desenvolvimento sustentável e à resiliência dos países.

É exatamente esse o ponto cego que a maioria das empresas ainda carrega em seus mapas de risco. Quando uma instituição eficaz falha em prever, comunicar e coordenar, o custo não fica restrito ao território onde o desastre aconteceu. Ele se espalha para cadeias de fornecimento, operações regionais, times que precisam de orientação clara e stakeholders que exigem posicionamento rápido. Governança que só existe no papel some no primeiro momento em que é testada de verdade. É por isso que estrutura de comunicação interna e protocolo de crise deixaram de ser item de contingência e viraram parte central de qualquer estratégia ESG séria. 

Outro desafio certamente será o aumento dos gastos públicos. Não houve investimento do governo chavista (Hugo Chávez) não fez investimentos por mais de 20 anos,

Embora a extensão dos prejuízos ainda dependa das avaliações em andamento, a estimativa inicial do órgão americano já sinaliza que o terremoto pode se transformar na maior tragédia natural vivida pelo país nos últimos muitos anos do país.

Sem danos ao petróleo?

O principal alívio que o mercado recebe é que, até o momento, não há relatos de danos significativos à infraestrutura petrolífera do país, setor responsável pela maior parte das exportações e das receitas do país. E ainda um “empecilho” para que empresas acreditem e atuem estrategicamente na mudança climática tão necessária para todos. 

Casos como esse mostram por que instituições eficazes não são pauta distante da realidade corporativa. São a base sobre a qual qualquer estratégia de sustentabilidade se sustenta. Empresas que tratam governança, comunicação de crise e gestão de risco institucional como parte do seu planejamento ESG não fazem isso somente por precaução, fazem porque sabem que resiliência se constrói antes de possíveis desastres, sejam eles naturais ou não.

 

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